Publicado em 10/04/2013 - 12h27
Como em uma ação automática, a Copa do Brasil deste ano
perdeu o sentido paralelamente à inédita pré-classificação do Náutico à Copa
Sul-Americana. Desde o último dia 2 de dezembro, quando venceu o Sport e
derrubou o rival à Série B, a conquista alvirrubra ganhou o status de “pré” por
uma mudança nas regras que passarão a valer a partir deste ano. Então, se
quiser voltar a uma competição internacional 45 anos depois, não poderá chegar
à quarta fase da copa nacional. É assim, disputando um torneio “entre a cruz e
a espada”, que o Timbu estreia às 22h de hoje, diante do Crac, no estádio
Genervino da Fonseca, em Catalão, Goiás.Apesar da competição que o Náutico iniciará ser distinta e a obrigação de vencer parecer inerente, o que pesa é o mau momento que o time passa no Campeonato Pernambucano. É a pressão. Que resultou com a recente demissão do técnico Vágner Mancini e a consequente motivação em voltar do Centro-Oeste com um bom resultado na bagagem. De preferência, daqueles com vitória por dois gols de diferença, que eliminam o jogo da volta e dão de brinde uma folga na tabela e uma paz no ambiente.
O caminho para isso o Timbu conhece bem. Afinal, nos dois últimos anos evitou a segunda partida quando bateu o Bangu-RJ (2 a 0) e o Santa Cruz-RN (3 a 1). “Pois é, o passado pode servir de exemplo e não temos que pensar em não nos classificarmos. Temos que vencer sempre e procurar fazer nosso trabalho”, disse o capitão do time, Martinez.
Ainda à espera de um novo treinador, a equipe será comandada pelo técnico interino Levi Gomes, que promoverá o mínimo de mudanças. Uma delas será o retorno do lateral esquerdo Douglas Santos ao time. O atleta retoma a vaga que foi ocupada por Bruno Collaço (que, inclusive, machucado, sequer viajou).





